Newsletter

Cadastre-se e receba todas as novidades

10 sugestões de negócio no ramo da alimentação

Publicado em 25 de Mar de 2015 por Redação |COMENTE

Está pensando em começar seu empreendimento? Confira 10 sugestões de negócio no ramo da alimentação e inspire-se



TEXTO: Ângela Miguel | FOTOS: FreeImages.com e Divulgação | Adaptação web: David Pereira

Apostar em um negócio de comida orgânica e saudável pode ser uma boa opção | FOTO: FreeImages.com

"Empreender na área de alimentação é historicamente rentável no Brasil, sendo o ramo predileto de estreia de muitos, ainda que na informalidade. Não raro, o empreendedor do ramo encara sua atividade com amadorismos, não se preocupa com a formação do preço, copia a concorrência e se limita. Mas com a estabilidade econômica, melhor distribuição de renda e educação, o consumo de alimentos mudou e deve seguir mudando. Uma grande parcela da população procura novas experiências alimentares voltadas para saúde, prazer e até socialização, fazendo surgir nichos específicos". Sílvio de Magalhães Carvalho Junior, professor de Empreendedorismo em cursos de MBA da Fundação Getulio Vargas/Faculdade IBS 

10 sugestões de negócio no ramo da alimentação 

1. DELIVERY: Recentemente, houve um boom no mercado com os aplicativos de delivery, o que facilita ainda mais a vida de quem está sempre colado em seu smartphone ou no computador. O respeito ao prazo de entrega, o estado em que a comida chega à casa do cliente e o atendimento são determinantes para o sucesso.

+ Sobre Alimentação

2. CONGELADOS: Em 2013, o mercado de congelados movimentou R$2,3 bilhões. Preocupe-se com a validade dos alimentos e com a temperatura de congelamento, que não pode passar dos -18ºC. A pedida é oferecer opções diferenciadas, individuais e informações detalhadas sobre os alimentos utilizados.

3. COMIDA ORGÂNICA E SAUDÁVEL: No ramo de delivery ou loja física, a atenção está no frescor e na qualidade dos alimentos, as compras devem ser calculadas de acordo com o movimento médio. Alguns contratam a consultoria de nutricionistas para criar um cardápio equilibrado.

4. CERVEJARIA ARTESANAL: Para comercializar rótulos premium, fique de olho no câmbio para a importação das cervejas. Para produzir sua própria bebida, o processo requer conhecimento técnico, localização “boêmia”, imóvel apropriado para receber as máquinas e atenção às normas da vigilância sanitária.

5. FOODTRUCK/COMIDA DE RUA: A comida de rua explodiu nos últimos meses em algumas cidades do Brasil, especialmente em São Paulo. Raphael Corrêa e Juliana Moreira viram a oportunidade de realizar o sonho de serem empresários da alimentação, trabalhando com uma receita familiar de massa de pizza, e lançaram o foodtruck Massa na Caveira em abril deste ano. Com um investimento inicial de R$150 mil, esperam faturar R$ 220 mil em 2014. "O boom do mercado tem estimulado muitos empreendedores, mas a maioria é composta por pessoas que não vieram do mercado gastronômico, o que é um fator de risco. Para quem quer entrar nesse mercado, aconselho pesquisar sobre a burocracia das leis que regulamentam a atividade, ainda em análise dos órgãos públicos, mão de obra que, em bares e restaurantes já era complicada, em um negócio que não tem local e horário definido e frequente é mais complicada ainda. Outro fator importante é toda a operação do negócio: compras, manipulação dos alimentos, regras de vigilância sanitária, armazenagem dos produtos e atendimento comercial", diz Corrêa. Pelo movimento que tem visto com o Massa na Caveira e suas pizzas de massa artesanal, um diferencial dos foodtrucks é a venda direta ao consumidor e o real time das redes sociais para impulsionar a divulgação. "Se a ideia de montar um negócio do tipo é porque você gosta de cozinhar em casa para os amigos, caia fora! Caso contrário, empreender em um mercado onde trabalhar diretamente com o cliente e se aventurar nas panelas com os mais diversos pratos que podem ser criados é sua verdadeira vocação, seja bem-vindo à rua", completa.

 

Raphael Corrêa e Juliana Moreira, Massa na Caveira | FOTO: Divulgação

6. QUIOSQUE EM SHOPPING/METRÔ: Enquanto nos shoppings é preciso considerar um custo de instalação maior, aluguel mensal, condomínio, taxas de publicidade e marketing, nos metrôs o modelo é um pouco mais atraente para pequenos empresários. Os produtos de conveniência, no entanto, costumam ter baixo valor agregado e grande giro, o que pode deixar a margem de lucro menor.

7. VENDING MACHINES: Como a maioria das máquinas é importada, os distribuidores disponibilizam dois tipos de contratos: fornecimento de insumos por consignação ou abastecimento próprio. A escolha da localização é essencial para visibilidade, assim mantê-la sempre abastecida com produtos de qualidade, vendê-los a bons preços, higienizar e fazer manutenção periódica.

8. MARMITAS PROFISSIONAIS REFEIÇÕES COLETIVAS: O mercado de refeições coletivas movimentou R$14,7 bilhões em 2012. Para entregar marmitas em locais de trabalho, é preciso uma boa cozinha e cozinheira,comida gostosa e um serviço de entregas. Já o ramo das refeições coletivas necessita de uma logística mais pesada, como cozinhas industriais, equipe treinada e experiente e fornecedores top de linha.

9. FRANQUIAS DE RENOME: As franquias de sucesso já conhecem o mercado, costumam fazer tudo dentro da lei, oferecem suporte aos franqueados, logística, padronização de serviço e táticas de divulgação bem estruturadas. O investimento é alto nesses casos, assim como a exigência quanto à qualidade do serviço, mas os lucros valem a pena. 

10. CASAS DE UMA NOTA SÓ: Lojas monotemáticas têm feito sucesso em shoppings e comércio de rua. A febre atual são as paletas mexicanas. Negócios que vendem um só produto são rentáveis se mexem com temas da moda,mas precisam ser inovadores para se manter e se mostrar sustentável a longo prazo. Mantenha-se fiel ao produto, mas saiba que a demanda deseja novidades.


Revista Gestão & Negócios Edição Número 74.


COMENTE