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Lockers: compra on-line com retirada presencial

Publicado em 03 de Jul de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

A modalidade é apontada por especialistas como o futuro das entregas do e-commerce



Texto Marcelo Casagrande | Adaptação Giovanna Henriques | Foto Shutterstock

locker

As compras on-line estão crescendo em uma velocidade que tem surpreendido muita gente. Projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostram que o e-commerce nacional deve crescer 12% no ano de 2017 em relação a 2016. O faturamento deve atingir a marca de R$59,9 bilhões. Além de melhorar a experiência de compra do cliente enquanto ele está na loja virtual, o desafio das empresas tem sido o de otimizar e melhorar o processo de entrega e pós-venda. São muitos os fatores que acabam afastando uma parcela dos clientes do e-commerce, entre eles, a dificuldade para receber a mercadoria no prazo correto, a falta de disponibilidade para esperar o entregador ou, simplesmente, a falta de CEP para informar no momento da compra.

Não é para menos que tem aumentado a procura por lojas que disponibilizam a compra “Click & Collect”, que é aquela em que a pessoa compra na internet e opta por fazer a retirada pessoal do item. Quando a loja virtual possui um endereço físico não existem problemas, mas e quando a empresa opera apenas no mundo on-line? Agora tem solução.

Desde 2016, a empresa InPost implanta no Brasil uma rede de lockers, que são armários de armazenamento de encomendas e compras feitas pela internet. Por enquanto, a operação está concentrada no Rio de Janeiro. “Temos dez unidades em operação nas zonas norte, sul e oeste do Rio de Janeiro graças a uma parceria com a rede de postos Ipiranga”, explica o sócio da In Post Brasil, Marco Antonio Beczkowski.

Os lockers estão instalados em postos de combustíveis, mas o plano de expansão prevê que a rede aumente para estacionamentos, shoppings e supermercados. A ideia é fechar 2017 com 200 unidades em operação e ampliar a atuação para outras capitais do sudeste. “Estamos com uma estratégia de expansão bastante agressiva para permitir que a operação se consolide e atraia novos adeptos”, acrescenta.

 

PARA O CLIENTE

A solução permite que o cliente sinalize – no momento da compra – que quer fazer a retirada nos lockers cadastrados pela loja virtual. Depois, o consumidor recebe um código para, então, fazer a retirada do produto no armário indicado. “A comodidade é grande, já que o cliente pode fazer a retirada 24 horas por dia, sete dias por semana”, comenta Beczkowski.

A primeira empresa a aderir ao modelo proposto pela InPost no Brasil foi a Pandora Joias. A ideia é permitir que a pessoa tenha liberdade para finalizar a experiência de compra. Se tem gente que opta por adquirir o serviço de entrega expressa –aquela que oferece um prazo bem menor do que o regular –, a tendência é que o consumidor entenda que a retirada pessoal pode ser uma verdadeira mão na roda. “A decisão da compra está na mão do cliente. O papel do e-commerce é oferecer a ele o maior número de possibilidades. É aí que entra a InPost com mais uma alternativa”, defende o executivo.

 

EM TRANSFORMAÇÃO

Em novembro de 2016, os Correios anunciaram o fim do e-Sedex, o serviço de entrega da estatal voltado para compras feitas pela internet. O serviço que correspondia a mais de 30% do faturamento passou a enfrentar problemas de demora na entrega, o que jogava contra a ideia de agilidade da internet. “Em um mundo cada vez mais concorrido, cada vez mais conectado e preparado para transações on-line, acabar com meios que facilitam este processo é um retrocesso”, comenta o especialista em vendas e e-commerce, Luciano Augusto.

Com o mercado em transformação, abrem-se lacunas que precisam ser preenchidas. E a solução dos lockers, bastante comum no exterior, se apresenta como uma tendência. De acordo com dados da InPost, mais da metade das compras feitas pela internet em países europeus são entregues em lockers cadastrados pelas lojas virtuais. Na medida em que os lockers se popularizarem, a tendência é que as lojas virtuais façam parcerias com armários regionais que atendam grande parte do público.

Sempre existirá uma solução. “O custo tem que ser dividido neste caso, os consumidores aceitam o ganha-ganha se forem honestos e transparentes”, comenta Luciano Augusto.

 

IMPLANTAÇÃO

A expansão do modelo está diretamente relacionada à adesão das empresas que possuem lojas virtuais. Os custos para a empresa podem diminuir, já que o processo de entrega será otimizado: ao invés de o caminhão distribuir centenas de produtos em centenas de endereços, ele levará grande parte das encomendas para um mesmo lugar. “Neste início, o custo está praticamente igual ao de um frete tradicional, mas com a malha consolidada e com um volume maior de encomendas a redução dos custos pode chegar a 20%”, diz Marco Antonio Beczkowski, da InPost Brasil.

Revista Gestão & Negócios Ed. 100


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