Newsletter

Cadastre-se e receba todas as novidades

Investimento no setor da beleza

Publicado em 21 de Jun de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

O Brasil é o terceiro país no ranking do setor. Nos últimos anos, as franquias do segmento cresceram quase 25% e as perspectivas são ainda melhores



beleza

Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), cerca de 235 novos salões de beleza são abertos todos os dias no Brasil. Ao longo de um ano inteiro, cerca de 85 mil novos estabelecimentos estarão em ruas e centros comerciais.

Diante desse número vem uma pergunta: existe espaço para tanta concorrência? A resposta é sim. Afinal, de acordo com um levantamento feito pela empresa de monitoramento Central Mailling List, o setor da beleza cresceu 250% desde 2009. Diante de um cenário positivo como esse, o segmento coloca o Brasil no terceiro lugar no ranking dos países que mais gastam com beleza, ficando atrás apenas de China e Estados Unidos. Segundo os últimos dados disponíveis, o mercado brasileiro faturou R$43 bilhões no ano passado e desbancou o Japão, por exemplo, que despencou duas posições e agora está em quarto lugar no mundo.

Para o coordenador da Pós-Graduação da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio de Janeiro (ESPM Rio), Romualdo Ayres, o bom momento vivido mostra que investir em uma franquia do ramo de beleza é uma boa opção. “No setor de franquias, o segmento de esporte, saúde, beleza e lazer vem progredindo consistentemente e apresentou um crescimento de 23,9% entre 2012 e 2013, superando R$22 bilhões em faturamento”, aponta o especialista. Ayres lembra que o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho contribuiu bastante. “Embora as mulheres sejam as maiores responsáveis pelos gastos com produtos e serviços de beleza e cuidados pessoais, temos observado uma preocupação e interesse cada vez maior do homem moderno com sua aparência e bem-estar”, reforça.

Quem pensa em apostar no setor deve ficar atento. O melhor empreendedor é aquele que gosta do ramo que escolheu para atuar. Isso é básico. Ayres diz que ser empreendedor demanda muito trabalho, dedicação e sacrifício, que pode – e deve – ser recompensado pelo retorno financeiro sim, mas principalmente por estar fazendo o que gosta. Nem só do lado bom vive o setor. A grande dificuldade está na formação de mão de obra especializada. Mas para o diretor executivo da Anewton Franchising, Lucien Newton, os franqueadores mais experientes sabem os caminhos para superar esse obstáculo. “A vantagem está no fato de o negócio ser testado e com rentabilidade comprovada, já que a marca é conhecida e possui credibilidade garantida, diferentemente de quando se abre um negócio por conta própria e é preciso construir a reputação da empresa, fidelizar clientes e capacitar os colaboradores”, destaca.

Ficou interessado? Então saiba que os segmentos mais promissores para os próximos anos são os de salões, depilação, unha, sobrancelha, emagrecimento e massagens. Só que é preciso ficar esperto e ter atenção para saber realmente como funciona a operação.

“As franquias que lidam com apenas um tipo de serviço correm o risco de serem excessivamente especializadas, reduzindo assim, o mercado de atuação”, alerta Newton. Romualdo Ayres, da ESPM, compartilha de opinião semelhante e reforça: “É importante diferenciar o que é uma ‘onda’ do que veio para ficar”. A grande concorrência no local da franquia pode se apresentar como um risco, por isso, é importante fazer um estudo antes de colocá-la em operação. Outro fator é a formação de mão de obra especializada, que exige a habilidade na gerência de pessoas e, se não for bem feita, pode gerar problemas para o negócio.

ALERTA

A abertura de qualquer negócio envolve riscos. Por isso, é sempre bom ter cautela. A ansiedade é uma péssima companheira. É importante destacar que a franquia tem um risco muito menor, pela sua principal característica: já é um negócio de comprovado sucesso e que está compartilhando seus processos padronizados com parceiros interessados. “Inicialmente, recomendo os cuidadosinerentes ao abrir qualquer negócio: levantar informações sobre o setor, escolha do ponto, concorrência, disponibilidade de capital e opções de financiamento”, lista Ayres. Depois, buscar informações sobre a franquia e seus controladores, ler atentamente a Carta de Oferta de Franquias e esclarecer todas as dúvidas, verificar a experiência do franqueador, número de unidades em operação e suporte oferecido. É fundamental conversar com franqueados e verificar se o franqueador está associado à Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Unhas Lucrativas

Cansadas de serem atendidas com horas marcadas e muitas vezes sem horários disponíveis, as amigas Camille Valverde, que é economista, e Priscilla Mendlewicz, até então turismóloga, decidiram inaugurar a Nailz, uma esmalteria. A proposta deu tão certo que logo nos primeiros meses de funcionamento a marca firmou uma parceria importante com uma multinacional de cosméticos, a L’Oreal. O acordo prevê que a Nailz atenda os funcionários da empresa francesa. Foi o pontapé inicial de um formato ‘in company’. “O objetivo é otimizar o tempo e os gastos das mulheres cada vez mais com o tempo diminuto em razão das tarefas profissionais e pessoais”, justifica Camille Valverde, uma das idealizadoras da rede.

Criada em 2012, a Nailz conta com duas unidades próprias e uma franqueada em funcionamento. A rede deve fechar o ano com sete lojas. A empresa estima um faturamento de R$600 mil. Em menos de três meses da formatação do sistema de franchising – começou em agosto deste ano – dois contratos já foram assinados. “Não estamos aqui para abrir desesperadamente para não perdermos a qualidade no atendimento. O mercado de esmalteria em São Paulo é uma realidade e aqui no Rio estamos nos antecipando para ganharmos a preferência dos clientes e também dos interessados”, conta Camille. O investimento inicial da esmalteria está estimado em R$90 mil.

Outro diferencial é a inclusão dos custos das obras nesse investimento. “No mundo globalizado e amplo, a Nailz pretende focar seus negócios no Rio de Janeiro nos próximos anos”, revela a executivada marca. Com rentabilidade de até 30% sobre o faturamento bruto, a esmalteria cobra taxa de publicidade e royalties fixos. O perfil buscado pela empresa é o de jovens empreendedores que tenham “sangue nos olhos” e facilidadede comunicação junto ao corpo de funcionárioe colaboradores. Camille diz que o franqueado precisa saber que o boi não engorda sem o olhar do dono. “Deixamos claro e evidente que uma das características importantes paraassumir uma franquia da marca Nailz é a presença constante no seu ponto de venda, observações criteriosas a fim de melhorar o atendimento, simpatia, boa comunicação, proativo e que seja uma fonte de boas ideias para ações de marketing”, descreve.

Estética de cinema

O nome é sugestivo: Estética Hollywood. E os negócios estão ligados às “estrelas”, afinal, os sócios da marca contaram com uma parceria com Dr. Robert Rey, o cirurgião plástico conhecido por atender celebridades. A empresa oferece serviços que vão desde limpeza de pele, até tratamento contra flacidez e rejuvenescimento, e que se destacam pelos preços: a partir de R$59. A rede Estética Hollywood conta com uma unidade piloto, que é própria, além de 46 franqueadas. Para fazer parte do grupo, o empreendedor precisa investir, inicialmente, cercade R$199 mil.

A empresa faz mistério sobrea média de lucro mensal das unidades, mas garante que o retorno do investimento se dá a partir de 18 meses. “Somos a única franqueadora do mercado de estética que possui equipamentos padronizados e customizados, além de produtos exclusivos. Temos a maior estrutura de mercado, tanto de centro técnico como de suporte ao franqueado”, destaca o sócio da Estética Hollywood e diretor de expansão da rede, Rodrigo Messias.

O projeto da abertura de novas unidades é ousado. A rede está se expandindo para todo o Brasil e já fechou unidades em São Paulo/SP, Goiânia/GO, Campo Grande/MS, Manaus/AM, Rio Branco/AC, Porto Velho/RO, Rio deJaneiro/RJ e Fortaleza/CE.


COMENTE