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Papel reciclado à base de bagaço de cana-de-açucar

Publicado em 07 de Jul de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Novo segmento ganha espaço no mercado e contribui em grande escala com o meio ambiente



Texto Juliana Klein | Adaptação Giovanna Henriques | Foto Shutterstock

celulose

A ideia foi do empresário Luiz Machado, que já é sócio da Eco Quality há 11 anos. Durante uma viagem à Argentina para tratar de outros negócios na área de impressão, conheceu um papel para impressão em offset que era fabricado com celulose de bagaço de cana-de-açúcar. Contudo, com uma qualidade insatisfatória. “Como eu e meu sócio trabalhamos em indústria de papel por muitos anos, logo nos veio à mente a oportunidade de trabalharmos o produto para atendimento do segmento de impressoras a laser e jato de tinta, que eram muito comuns na época”, afirma.

Ligaram então para a fábrica, que ficava a 1.200 quilômetros de Buenos Aires, e os representantes desta prontamente se dispuseram a receber os empresários. “Deste ponto em diante as conversas avançaram rapidamente e começamos a desenvolver o papel para uso corporativo. Esse desenvolvimento durou aproximadamente dois anos até atingir a qualidade necessária para a comercialização”, informa Machado.

O diferencial deles foi o fato de terem um papel produzido inicialmente com 65% de celulose de cana-de-açúcar e mais adiante, com outra indústria, dessa vez colombiana, com 100% de celulose de cana-de-açúcar. “Dessa maneira surgiu a primeira marca brasileira de papel A4 produzido com 100% de celulose da cana-de-açúcar. Sustentável desde o processo de extração da celulose até a devolução da água ao meio ambiente”, comemora.

O maior benefício do seu produto é a questão da sustentabilidade, seguida de perto pela criação de uma opção de consumo. “Anos atrás não havia a possibilidade de adquirir um papel reciclado branco. Todos os papéis oferecidos pelo mercado eram pardos produzidos com 35% de aparas pós-consumo e 65% de celulose branca. Só mesmo usando o papel para ter a verdadeira noção da qualidade, que inicia na caixa que acondiciona o produto, passando pela embalagem do pacote, pela brancura do papel e culminando no desempenho de produto na impressora, que permite a impressão de até 314 páginas por minuto frente e verso. Isso é mesmo notável!”, afirma.

Luiz Machado diz que atualmente estão trabalhando também em um produto reciclado pardo, fabricado com 100% de celulose de bagaço de cana-de-açúcar com zero de produtos químicos branqueadores. “Está a caminho o papel Ecoquality® Zero. Os testes em andamento têm apontado para um papel de desempenho fantástico, tão bom quanto o Ecoquality® Branco”, informa.

Revista Gestão & Negócios Ed. 100


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