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Os perigos de utilizar o celular no ambiente de trabalho

Publicado em 04 de Aug de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Regras que todo gestor precisa saber – e seguir – para utilizar o celular com etiqueta no ambiente comporativo



Texto Juliana Klein | Adaptação Giovanna Henriques | Foto Divulgação 

celular


Falar alto no celular perto dos colaboradores, atender uma ligação na reunião da empresa ou mesmo ficar respondendo a mensagens e áudios no ambiente corporativo podem parecer atitudes normais atualmente, mas que requerem alguns discernimentos e cuidados para não constranger a equipe nem os clientes. A verdade é que o modo como utilizamos os smartphones em alguns momentos ainda é uma incógnita para muitas pessoas. O que será correto e o que será errado? Ou melhor, com tantas gerações misturadas no ambiente corporativo, o que já está liberado e o que ainda deve seguir as condutas tradicionais?

Para o coordenador do curso de Administração da Faculdade Arnaldo, de Belo Horizonte, Alexandre Miserani, embora já tenha virado costume utilizar os smartphones, o maior problema do seu uso, e principalmente das redes sociais via dispositivos móveis, é exatamente a inadequação da utilização constante. “Seja em reuniões, em visitas de negócios e mesmo no trabalho, deve-se fazer uso restrito para não atrapalhar o foco e principalmente o trabalho em equipe. Lógico que se for utilizado como ferramenta de promoção e otimização de tempo e informação, ele será sempre bem-vindo, mas não é isso que vemos nas organizações”, avalia.

Assim, devemos evitar seu uso indiscriminado e saber adotar prioridades na sua utilização. Confira quais são:

NO SILENCIOSO SEMPRE!

De acordo com Miserani, é parte da etiqueta empresarial não interromper reuniões e conversações a todo o tempo, então deixar o celular no silencioso é, além de uma gentileza, um respeito aos colegas de trabalho.

ATENÇÃO NAS REUNIÕES

 O coordenador da Faculdade Arnaldo diz que, dentro de uma tolerância razoável, é claro que se pode interromper para atender uma ligação importante durante uma reunião. Mas o que não pode acontecer é fazer isso reiteradas vezes, dando margem inclusive para que os outros façam o mesmo e as reuniões se tornem improdutivas. “Entretanto, devemos priorizar o foco das reuniões para que elas tomem o menor tempo possível e possam ter os resultados esperados”, completa.

Para a especialista em comunicação e oratória, Kátia Campelo, como uma reunião com os colaboradores já costuma ser marcada com antecedência, então o ideal é que exista alguém para responder às demandas e não deixar que nada atrapalhe, inclusive uma ligação ou mensagem no celular. O mesmo vale – e até mais – quando uma reunião está acontecendo com um cliente.

“Todo cuidado é pouco, pois se estou visitando um cliente, meu foco tem que ser concentrado na reunião, e não desvirtuar o foco e levar mais tempo que o necessário. Em casos de urgência, é sempre elegante avisar antes ao cliente que pode ocorrer ligações, por problemas familiares ou de doença, e caso seja uma demanda urgente, deve-se pedir licença e depois explicar o acontecido para que não gere interpretações equivocadas e venha a prejudicar os negócios”, indica o coordenador Miserani.

CUIDADO COM AS MENSAGENS

Em que ponto, em uma reunião, dar uma checada em mensagens e e-mails pessoais se torna desastroso? Kátia Campelo mostra que é o bom senso que precisa atuar na hora de checar  essas mensagens. “Está aguardando uma mensagem urgente? Caso sim, olhar rapidamente não traz grandes prejuízos, desde que poucas vezes e por pouco tempo. Em caso de urgência, peça sempre desculpas e saia do local”. Alexandre Miserani, no entanto, acredita que seja melhor evitar que isso aconteça, pois, por maior que seja a discrição, qualquer percepção acaba parecendo um descompromisso com o que está sendo falado na reunião.

“Por isso, sempre acredito que reuniões não devem durar muito tempo, e que o foco seja prioridade, evitando assim atrasos, reiteradas interrupções, tornando-as improdutivas”, reforça.QUALQUER LUGAR NÃO É LUGARNão é apenas em reuniões que o cuidado deve ser tomado ao atender uma ligação ou responder a uma mensagem. O coordenador da Faculdade Arnaldo diz que a postura correta para utilizar um smartphone deve prevalecer em qualquer ambiente corporativo e de negócios em que a pessoa estiver. “Em qualquer lugar sempre peça licença e saia do ambiente, pois a conversa deve ser privada, bem como evitar interromper algum trabalho importante com informações que não dizem respeito aos demais da equipe”, ensina.

POSTURA E TOM DE VOZ

Segundo Kátia, o empresário precisa ter em mente que sua postura causa efeitos o tempo inteiro, portanto, deve-se observar sempre qual a mensagem que se quer passar. Além disso, no ambiente de trabalho a produtividade é o que conta, e para que ela exista devemos criar um ambiente de silêncio e de foco, sempre mantendo a concentração. Portanto, para Miserani, atender a ligação, mesmo que de um cliente, se estiver no ambiente corporativo, deve ser feito com cautela. “Lógico que é saudável e amigável que haja um bate-papo informal com clientes, mas que ele seja em um tom de voz que não atrapalhe o trabalho dos demais que não estão participando do bate-papo e que não atrapalhe, especialmente, a produtividade dos outros”, aconselha.

ALMOÇO DE NEGÓCIOS

Sempre evitar falar ao celular à mesa do almoço ou jantar de negócios. Caso seja necessário, peça licença e fale inclusive fora do restaurante. Se não houver alternativa, por exemplo, se estiver aguardando alguém chegar para esse encontro, o ideal é que seja dito de forma delicada: “vou ficar atento ao celular, para o caso de alguém ligar por estar perdido”, indica Kátia.

CUIDADO COM OS ÁUDIOS DO WHATSAPP 

Além de deselegante, pois as pessoas não têm que compartilhar o que você ouve, pode acontecer de ser alguma informação sigilosa. “Ou mesmo alguma brincadeira de mau gosto, então nunca se deve ouvir as mensagens de áudio em viva voz. Nunca!”, alerta AlexandreMiserani.

COMO DIZIAM NOSSOS PAIS, “OLHA O LINGUAJAR

”De acordo com a especialista em comunicação e oratória, os filhos seguem os exemplos dos pais. E o mesmo vale para os líderes e liderados. “A comunicação precisa de aproximação. Se a pessoa estiver ao telefone perto dos seus colaboradores e eles forem informais, ela pode ter um vocabulário que se aproxime!”, acredita Kátia Campelo. Portanto, esse é outro ponto importante a ser observado, em um ambiente organizacional, o linguajar deve ser sempre formal, para evitar equívocos e espaço para más interpretações.

“Devemos sempre pecar pela formalidade, independentemente dos presentes serem clientes ou colaboradores”, aponta Miserani.Por fim, ele diz que ser rápido no celular no ambiente corporativo é sempre regra de ouro, pois ao telefone devemos ser breves e concisos em nossas conversas, evitando perder tempo e produtividade. “Devemos sempre lembrar que a tecnologia veio para ajudar a otimizar tempo e gerar negócios nas organizações, então não podemos ser reféns do seu mau uso. E sempre contar com o bom senso, em todo momento”, conclui.

 


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