Newsletter

Cadastre-se e receba todas as novidades

Você sabe o que é remarketing?

Publicado em 26 de Jun de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Uma ferramenta que estimula a volta do internauta para um site que tem ganhado adeptos do mundo do marketing digital, conheça



Texto Marcelo Casagrande | Adaptação Giovanna Henriques | Foto Shutterstock

remarketing

Quantas vezes você fez buscas no Google, por exemplo, e pouco tempo depois ao entrar em sua conta no Facebook percebeu que anúncios sobre o tema pesquisado estampavam sua timeline? Coincidência? Não! Mais uma estratégia de marketing que tem roubado a cena.

Trata-se do remarketing. É uma forma de atingir – e reconquistar – o público que foi marcado pelos interesses durante a navegação. Para a publicitária especialista em mídias digitais e proprietária da Social Media Araçatuba, Carolina Silva, o benefício de se trabalhar o remarketing é que você encontra o consumidor ‘vulnerável’ diante da oferta. “Ele já demonstrou algum interesse naquele produto, de acordo com a sua pesquisa em sites de busca ou até no próprio site da loja”, conta Carolina.

A empresa que souber usar uma boa estratégia de preço, promoção ou até parcelamento, pode aumentar a conversão do anúncio. “Quando se trabalha com remarketing tende-se a aumentar o número de conversões e, consequentemente, o ROI - o que chamamos de retorno sobre investimento- que é a relação do lucro da empresa em cima do valor investido em publicidade”, complementa a especialista.

A diretora de performance da Cadastra Marketing Digital, Débora Sabidussi explica que a ferramenta é eficiente já que um “cookie” é instalado no site e, depois, por meio desta etiqueta virtual é possível identificar desde o usuário que apenas fez buscas até mesmo aquele que deixou algum produto no carrinho de compras. “A chance de conversão de compra maior do que anúncios de display em geral”, destaca.

TESTADO E APROVADO

A microempresária Ligiani Alencar viu no remarketing uma forma de divulgar as peças que produz para a Dona Cortina. A verba de divulgação era pequena para a vontade de conseguir resultados. “O tráfego de retornos no meu site aumentou e as vendas cresceram cerca de 10% nas seis semanas que apostei na ferramenta”, revela Ligiani. O resultado além do esperado serviu de estímulo para que nossas ações fossem planejadas. “Estou relançando o meu e-commerce e usarei a ferramenta com mais intensidade assim que a página estiver novamente no ar”, adianta.

É BOM SABER

Apesar dos resultados positivos, normalmente obtidos por campanhas bem planejadas, especialistas alertam para as desvantagens. Entre elas está o fato de nem sempre a resposta ser no momento certo. “O usuário pode ser impactado em um momento que não é de busca pelo produto ou serviço, por isso a chance de conversão é menor do que um anúncio de pesquisa”, revela Débora Sabidussi.

A facilidade de se investir em anúncios on-line pode atrair muitos empreendedores, mas o CEO da Vitamina Web, Rodrigo Neves, diz que não é simples segmentar o investimento com solidez. “A maioria das empresas ainda não sabe como agir no meio virtual. Por mais que tenha seu plano de negócios, saiba qual é realmente o público que deseja atingir e como fazer isso”, diz Neves que acrescenta: “Os meios ainda estão mutantes, o que exige grande esforço e estudo. Pensar somente no anúncio, mensagem, conceito ou informação que atrairá o usuário não é suficiente”.

E a lista de desvantagens tem outro ponto importante, como conta Carolina Silva: “Cansar o consumidor é um risco que a empresa corre ao oferecer massivamente o produto ao cliente quando ele não quer ou por algum motivo não pode efetivar a compra naquele momento".

QUESTÃO DE INVESTIMENTO

Apresentar soluções de ponta a ponta que integrem os dados, a criação da campanha, a criatividade e a análise, baseada apenas no custo por clique é a principal proposta da Criteo (empresa de personalização de anúncios on-line). O diretor geral da empresa, Alessander Firmino, conta que as vendas geradas pelo pós-clique é uma medida eficaz. “Em todos os nossos produtos de publicidade, o ROI é transparente, fácil de medir e diretamente ligado à receita. Você paga apenas o clique que você começa a redirecionar ao consumidor para o seu site. Aceitamos o risco financeiro com a compra de mídia”, esclarece o executivo.

NA PONTA DO LÁPIS

Diante de tantas alternativas de investimento em publicidade digital, a pergunta que fica é: “qual o recurso empregado neste tipo de ação?”. Carolina Silva, da Social Media Araçatuba, esclarece que a forma de investimento é CPC, ou seja, custo por clique. O cliente paga um determinado valor de lance para cada clique no anúncio. “Como o remarketing é focado em pessoas que já conheceram seu produto ou site, o intuito é reconquistar esse cliente. Então, trabalhar com um valor maior de lance para esse cliente visualizar seu anúncio mais vezes é mais vantajoso, já que a chance da conversão também é maior”, orienta.

Muitos mil reais para a ação? Bem menos, garante Rodrigo Neves, da Vitamina Web. “Com R$50 você já consegue um pouco de exposição e pode gerar conversão em sua ação”, exemplifica. Mas para isso é preciso otimizar sua estratégia. Neves diz que é fundamental o acompanhamento constante das métricas. O mapeamento de toda a campanha, desde o anúncio até o momento em que o usuário preenche um formulário ou efetua uma compra, precisa ser medido para saber quais são os pontos de dispersão. “É a hora em que identificamos oportunidades e problemas reais, o que faz com que sempre exista um plano B”, reforça.

Por vezes, o anúncio digital está muito bem feito e atrativo, consegue visitas e cliques, mas não traz conversão. “As taxas são muito baixas no meio on-line, mas, se bem trabalhadas, valem muito a pena”, opina o executivo da Vitamina Web.

OS ATRATIVOS

Como em qualquer campanha, além da estratégia bem definida, a execução também precisa ser cuidadosamente pensada e praticada. Débora Sabidussi é direta na orientação: “Como no Marketing Digital todo o resultado é mensurável, o investimento pode ser dirigido somente naquele público que está trazendo resultados satisfatórios para a empresa, otimizando assim os investimentos”. Outra dica importante é a de construir relacionamento com o consumidor, e não apenas estímulo de compra.

É sempre útil lembrar que gerar um consumidor interessado no seu produto faz com que, após a conversão, ele se mantenha ligado à marca. “Além disso, fazer uso das técnicas de aprimoramento das palavras chaves, usar palavras exatas de acordo com o segmento anunciado são outras dicas”, segundo Carolina Silva. Separe os grupos de anúncios por temas. Faça anúncios específicos para cada grupo. Os investimentos com esse tipo de anúncio podem ser tanto no Google, que foi a plataforma que iniciou a estratégia do remarketing, quanto no Facebook. Porém, hoje, segundo Carolina, o remarketing para o Facebook esta liberado apenas para grandes contas. “Já no Google, qualquer campanha pode ser segmentada como remarketing, basta saber manipular a ferramenta do Google Adwords”, destaca.

ALÉM DO REMARKETING

Os especialistas ouvidos pela Gestão & Negócios compartilham de opinião semelhante: a campanha de remarketing deve fazer parte de um plano de ações que contemple outros tipos de atividades na internet. Mas vale lembrar que não existe um “manual” sobre onde investir. Depende do segmento, do objetivo e do target. “Uma marca jovem que deseja exposição de marca e conceito deve, sem dúvida, estar presente nas grandes redes sociais, com conteúdo interessante e sem apelo de varejo para não gerar rejeição”, exemplifica Rodrigo Neves.

O especialista lembra que o principal erro das campanhas digitais é o fato de pensar apenas no banner, no anúncio e no call-to-action. Uma campanha digital é algo bem maior e mais complexo. “A página de destino da campanha tem que ser planejada, otimizada para dispositivos móveis - tablets e smartphones - e precisa ter diversas métricas para medir a campanha depois de o cliente ter entrado na página”, diz Neves.

Coleção Gestão & Negócios - Marketing que Funciona


COMENTE