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Rede social empresarial

Publicado em 27 de Jun de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Empresa inova e desenvolve sistema de treinamento para colaboradores através de uma rede social



Texto Marcelo Casagrande | Adaptação Giovanna Henriques | Foto Shutterstock

sistemas

No primeiro semestre de 2013 houve grande comoção em torno da pesquisa realizada pela Warwick Business School, do Reino Unido, que, contrariando todas as suposições empíricas a respeito, afirmava que o uso de mídias sociais no trabalho poderia até mesmo aumentar a produtivida de dos funcionários, na exata contramão, talvez mais conservadora, que acusa autilização de Facebook e Twitter, por exemplo, como atividade nociva ao rendimento do profissional hoje em dia.

Pois é na esteira desse dado que a iniciativada consultoria 14 bits merece destaque. Isso porque a empresa lançou o Linked Team– um sistema que, mimetizando a estrutura de uma rede social, é capaz de qualificar e aprimorar os profissionais da área de marketing e de vendas, lançando mão, assim, de um conhecimento prévio que já está disponível no imaginário de boa parte dos profissionais envolvidos.

PROMISSOR

O Linked Team é um sistema que conta com a possibilidade de agregar diferenças competências, no que tange à participação dos colaboradores e, de quebra, se mostra mais vantajoso do que os treinamentos e encontros do gênero presenciais. Nas palavras de uma das responsáveis pela iniciativa e diretora de atendimento da 14 bits, Danielle Gaia, o sistema articula, mais do que a capacitação dos profissionais envolvidos, a possibilidadede intercâmbios de experiências, o que facilita o aprendizado com base no compartilhamento de informações, um conceito até pouco tempo difícil de ser aplicado a rigor em boa parte das empresas, e isso graças à cultura empresarial muitas vezes conservadora.

Danielle Gaia observa, nesse sentido, que a iniciativa já teve bastante êxito e obteve ampla adesão por parte dos usuários que jáa utilizaram, mesmo em se tratando de uma experiência inovadora em termos de treinamento empresarial. Isso porque é sabido que boa parte dos treinamentos não alcança o devido sucesso porque nota-se certa resistência por parte dos funcionários em incorporar novas práticas profissionais. Nesse sentido, não são poucas as queixas a propósito das limitações do trabalho das consultorias pois, efetivamente, não logram êxito em promover a alteração de culturas organizacionais sólidas e que se confundem com os tipos de mercado que participam.

A queixa é bastante recorrente porque, tendo passada certa euforia inicial, o trabalho das consultorias começa a ser questionado frontalmente por não trazer os resultados de forma mais imediata. Em relação ao sistema apresentado pela 14 Bits, a efetividade da iniciativa pode ser medida em tempo real, graças ao feedback que é oferecido uma vez que o treinamento passa a ser realizado. É possível assinalar também que a ferramenta conquista espaço à medida que sua implementação ganha corpo na empresa. Foi essa a experiência que marcou a estreia do projeto com uma empresa do ramo farmacêutico. Foi ali que se percebeu a potencialidadee a abrangência do projeto da 14 bits. “Vimos que os gestores e os demais usuários podem, também, criar conteúdo”, um detalhe que se transforma em uma vantagem competitiva para esse tipo de treinamento, acredita Daniella. Afinal, se antes os participantes eram colaboradores passivos, agora efetivamente conseguem agregar conteúdo à discussão, podendo servir de referência em casos que se mostrem insolúveis no futuro.

O que faz a diferença

Esse salto participativo em relação ao treinamento, só se tornou possível graças à apropriação de um recurso fundamental para a interatividade do sistema elaborado pela 14 Bits. Antes aplicado apenas à indústria de entretenimento, o conceito de gamefication (em outras palavras, a aplicação dos conceitos de jogos) conta com cada vez mais adeptos no Brasil e no exterior, malgrado o fato de que muitos ainda veem isso somente como passatempo. Contudo, para a participação das pessoas, trata-se de um recurso bastante pertinente porque é, a um só tempo, intuitivo e estimulante.

Existe a pontuação, o ranking entre os usuários, entre outros elementos que tornam a tarefa em uma experiência bastante agradável. Tamanha interatividade e até certo clima de diversão contrastam com a ideia base de um treinamento, uma vez que este é muitas vezes orientado para alterar o estado de espírito do colaborador, com vistas a fazê-lo adotar medidas mais próximas de alguém mais atento e dedicado ao trabalho.

Será que a utilizaçãode um sistema como esse da 14 Bits não potencializa a dispersão daqueles envolvidos nesse tipo de rede social? Quanto a isso, os idealizadores do projeto sentem-se à vontade, uma vez que não há indícios ou qualquer sinalização de que os colaboradores eventualmente deixem o trabalhode lado para se divertir. Em certa medida, é correto assinalar que eles sabem onde é que estão, conseguindo realizar efetivamente a diferenciação entre trabalho e lazer. “A pessoa sabe que está em um ambiente corporativo; portanto, não há problemas de falta de atenção. E os usuários levam a proposta do sistema bastante a sério”, confirma Danielle Gaia.

Por menores

Um detalhe importante quanto ao LinkedTeam apresentado pela 14 Bits está relacionado ao tempo de duração do treinamento. De acordo com os idealizadores do projeto, existe um período de carência que deve serlevado em consideração antes que possam ser cobrados resultados palpáveis decorrentes do projeto.

A implementação dura em torno de 30 dias, e a capacitação, em média, de seis meses. A grande vantagem, a propósito, é que, como toda a ferramenta que lida com a gestão do conhecimento, o sistema da 14 Bits permite aos novos profissionais das empresas que utilizam a ferramenta a chance de travar contato com conteúdos que não necessariamente eles foram apresentados em um primeiro momento.“Esse facilitador é importante porque, em um processo de integração, nem todas as áreas podem ser devidamente apresentadas ao profissional. E como o turnover é relativamente alto, a empresa pode ganhar ao longo do tempo com o sistema”, explica Danielle. 

O caso que mostra a potencialidade do sistema aponta que houve um acréscimo de venda nos produtos da empresa que adotou a ferramenta na casa dos 200%, e o que era para ser uma experiência de curto prazo, se adensou na empresa de modo a continuar com o procedimento a médio e longo tempo. Pesquisa divulgada em setembro de 2012 mostra que o brasileiro gasta em média 8 horas por mês no Facebook. De acordo com essa mesma tendência, autores como Nicholas Carr, que em 2011 publicou “A Geração Superficial– o que a internet está fazendo com nossos cérebros”, enfatiza o quão dispersa a mente do usuário pode ficar se utilizar a internet com essa frequência. O Linked Team aposta em investir parte desse tempo em uma atividade que agrega valor à empresa e, ao mesmo tempo, conquista o engajamento do usuário. Afinal, a depender da experiência, todos podem curtir isso.

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