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Planejar é importante, mas determinar o futuro seguindo o fluxo é mais

Publicado em 01 de Aug de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Se você já sabe o que vai fazer na sua empresa daqui um ano, preocupe-se



Texto Fernando Teles, country manager da Visa do Brasil | Adaptação Giovanna Henriques
Foto 123rf 

futuro

Toda vez que escuto algum executivo falar com convicção que sabe tudo o que vai realizar no próximo ano dentro da sua empresa, sugiro cautela. Não vivemos mais em um mundo tão linear e programável. Novidades surgem em meses, paradigmas são quebrados todos os dias e a cada hora uma nova empresa nasce querendo conquistar o seu mercado. Não existe mais aquele plano anual certinho e rígido. Não seja refém de um pedaço de papel ou de uma apresentação de powerpoint. É preciso estar atento às tranformações do mundo digital e ter em mente que seu plano de inovação pode mudar num piscar de olhos. 

Outra conduta que costumava ser frequente nas corporações e que já perdeu razão de existir é o famoso “o projeto é bom, mas ainda precisa ser aperfeiçoado antes de apresentarmos ao presidente”. Com essa mentalidade, no dia em que estiver “apresentável”, um concorrente já lançou e está faturando com a mesma ideia. É por isso que, aqui na Visa, temos trabalhado cada vez mais com o conceito de Minimum Viable Product (MVP). Um exemplo de aplicação do método está no chatbot do Facebook Messenger que o ShopFacil.com do Bradesco construiu com nosso apoio. Em novembro, lançamos a interação com o robô para pesquisa de produtos do marketplace, alguns meses depois anunciamos melhoria no sistema da tecnologia como a possibilidade de pagar com o Visa Checkout sem sair do Messenger e mais recentemente foi lançada a comunicação por mensagem de voz. E o trabalho ainda não acabou. Continuamos investindo e aprimorando essa solução em parceria com o ShopFacil.com. 


O modus operandi tem sido pensar num conceito, gerar o protótipo e experimentar. Caso não der certo, jogamos o projeto fora. Simples. Este é um grande aprendizado que tivemos com a proximidade com as fintechs que estamos acelerando. Não se apaixone por um projeto a ponto de não aceitar que ele não funcionou. Essa insistência é perda de tempo e frustrante para todos os envolvidos.


Trata-se realmente de uma grande mudança de mentalidade. A pressão e a rapidez do consumo digital são desafiantes e muitas vezes assustam. O que nos cabe é estarmos preparados e com isso quero dizer: flexibilizar processos internos, abrir nossa inovação, expandir nosso relacionamento, co-criar com nossos parceiros e investir em infra-estrutura e tecnologia.  


Tem uma frase do fundador da Visa, Dee Hock, que ilustra bem essa forma de enxergar a inovação: “O problema não é como levar para nossa mente ideias novas e inovadoras, mas como tirar de lá as ideias velhas”. Esse exercício é o que fará você ganhar tempo para assumir novas posturas e para sair na frente dos seus concorrentes. Por tudo isso não tenha vergonha em assumir que não sabe onde sua empresa estará em um ano. Seja livre para repensar e reconstruir seu processo criativo sempre que for necessário. 


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