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Lista de cortes aceitáveis em tempos de crise

Publicado em 11 de Aug de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Descubra quais cortes podem ser feitos para aliviar o caixa da sua empresa



Texto Marcelo Casagrande | Adaptação Giovanna Henriques | Foto 123rf

cortes

A palavra “crise” tem sido uma das mais faladas dos noticiários de todo o País nos últimos anos. Como consequência disso, tem muita empresa que precisou se reestruturar para conseguir continuar operando. Em um primeiro momento, no de desespero, foram feitas reduções no quadro de funcionários, no mix de produtos ou serviços prestados, além da otimização de espaços e procedimentos. Mas é preciso entender que o que precisa ser cortado são os excessos ou desperdícios.

A Gestão & Negócios preparou uma lista com cortes que podem ser feitos na rotina da sua empresa. Logo de cara podem não parecer tão significativos, mas são itens que, quando colocados na ponta do lápis, podem representar um respiro e tanto para o seu caixa.

1º RETRABALHO

Na vontade de querer obter melhores resultados, muitos gestores estão, literalmente, perdidos. Esse é um dos reflexos da redução de pessoal e do aumentode trabalho. Está faltando aos líderes opoder da palavra, afinal, não estão sabendo explicar bem para a equipe o que precisa ser feito. “As atividades são mal executadas e precisam ser refeitas: isso gera retrabalho, causa de um tremendo desperdício e custo oculto para uma empresa”, analisa o consultor de empresas e presidente do Grupo Empreenda, César Souza.

2º FALTA DE PLANEJAMENTO

O planejamento deveria fazer parte da rotina de dez em cada dez gestores de empresas no País, mas isso não é o que se vê. A estratégia acaba sendo deixada de lado com a ilusão de tentar otimizar os procedimentos e torná-los menos burocráticos. Grande erro. César Souza diz que afalta de planejamento leva ao excesso de estoque ou à falta de pessoas e materiais. Quando chega a hora da demanda, a empresa precisa pagar mais caro para dispor do recurso. “O caminho é reeducar as pessoas para mudar o modelo mental, para adotarem uma nova atitude. Eficiência é um ‘estilo de vida’, uma filosofia de trabalho”, acrescenta o executivo do Grupo Empreenda.

3º ESTOQUES INFLADOS

É preciso entender o fluxo de vendas dos seus produtos. Tenha números em mãos para a tomada de decisões. Lembre-se de que estoque cheio é sinônimo de dinheiro parado, logo, repense o tamanho do seu mix de produtos. Reduza se for preciso. “Propicie um foco maior naquilo que realmente importa a fim de reduzir setups produtivos, possibilitando a racionalização da gestão comercial”, opina o consultor e sócio da Arthur Lopes & Associados, Arthur Lopes. A relação com o fornecedor também pode ser revista como consequência dessa estratégia. Ao apostar em determinados produtos, negocie novos valores unitários com quem lhe vende esses itens. No volume, o centavo pode fazer a diferença.

4º APEGO

Chegou o momento de cortar a “vaidade” do apego, ou seja, a ideia de dizer que “tal coisa é minha”. “Trata-se de uma política equivocada baseada no sentimento de propriedade em vez de ser baseada em uma filosofia de compartilhamento”, afirma César Souza. Em tempos de enxugamento de gastos, não faz sentido algum, por exemplo, manter um equipamento parado dentro da empresa. Avalie se não vale a pena vender esse item que é pouco usado e alugá-lo quando necessário. Mais do que isso, veja se não é possível dividir o uso desse equipamento com outras empresas para que as despesas com manutenção também sejam fracionadas.

5º TAXAS ABUSIVAS

O controle das taxas pagas deveria ser feito ao longo de todo o ano, mesmo em tempos de “vacas gordas”, mas nem sempre é o que acontece. Por isso, este pode ser o momento para você analisar a forma como usa o crédito que lhe é dado. Você é atendido da maneira como a empresa precisa, sem comprometer o resultado final? Se a resposta for “não”, corra para fazer uma renegociação. “O empresário pode negociar taxas ou implementar um programa de desmobilização para reduzir o capital tomado”, orienta Arthur Lopes.

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