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Licenciamento de produtos de clubes de futebol

Publicado em 26 de Jul de 2017 por Giovanna Henriques |COMENTE

Esse mercado tem aumentado muito entre os clubes



Texto Marcelo Casagrande | Adaptação Giovanna Henriques | Foto 123rf

licenciamento

E se existe quem consuma esse tipo de produto, o que não falta é quem queira atender a essa demanda. A empresa King Brasil viu uma oportunidade de ampliar o mix de produtos.

Especializada em roupas e itens para pescadores esportivos, a empresa resolveu apostar em um dos principais clubes do País. Em 2017, passou a vender itens que levam o nome do Corinthians. “Após estudos, vimos que seria interessante juntar duas paixões de muitos brasileiros: a pesca e o futebol”, comenta o diretor-proprietário da King Brasil, Vinicius Barbosa. A empresa criou protetores de braços (manguitos), máscaras de proteção solar (tube neck) e protetores de carretilhas com o emblema do time.

Apesar de o projeto ainda estar em fase inicial, Barbosa diz que já tem negociado com novos parceiros para ampliar os canais de venda. “Hoje estamos focando em nossa loja on-line, mas a empresa já apresentou a linha de produtos para um grande grupo que vende os produtos oficiais do clube”, revelou o executivo.

Barbosa explica que a empresa quer ampliar as possibilidades no mundo do licenciamento e que, inclusive, já tem conversas adiantadas com outro clube paulista. “Temos a consciência de que é uma boa oportunidade, mas como ainda estamos começando neste nicho, vamos fortalecer as vendas dos itens aos corintianos para só depois licenciar outras marcas”, analisa o diretor-proprietário da King Brasil. O caminho trilhado pela empresa começou por meio de uma agência intermediadora. Após a aprovação do licenciamento, os produtos passaram a ser vendidos, principalmente, para torcedores que vivem no Sul, Sudeste e Centro-Oeste brasileiro, mas a empresa quer ampliar a atuação e poder participar dos mercados do Norte e Nordeste também.

OS VÁRIOS LICENCIAMENTOS 

O licenciamento mais comum no mundo dos esportes, claro, é o oficial, aquele que envolve a empresa fornecedora de material esportivo para os atletas. Nesse caso, a lista de itens tem a camisa oficial, o calção e os meiões, por exemplo. “São parcerias representadas por contratos milionários e que, em sua maioria, feitas entre clubes e grandes empresas do setor”, comenta Lael Nogueira. Por outro lado, o que é mais acessível a um maior número de empresas – até mesmo de pequeno porte – é o licenciamento de outros tipos de itens, como de papelaria, presentes e utensílios domésticos. Não existe uma concorrência como portfólio do fornecedor oficial, apenas alternativas para atender os torcedores.

NA INTERNET

O mercado tem crescido tanto no Brasil que as empresas que trabalham com a intermediação de licenciamentos e controle de royalties ampliaram as formas de controle. Na internet, a empresa License Solutions criou um canal – o Portal do Licenciamento – para organizar a relação de empresas que são devidamente autorizadas a produzir produtos licenciados de vários clubes brasileiros. “O portal é uma vitrine para que torcedores e lojistas vejam quais são os verdadeiros fornecedores licenciados dos clubes e possam comprar com a certeza de que não estão colaborando com a pirataria”, explica o sócio-fundador da License Solutions, Bruno Koerich de Paula.

O portal é uma extensão de uma ferramenta de controle que faz a gestão dos contratos de licenciamento. Entre os clientes estão clubes como ABC, Chapecoense, Atlético Paranaense, Fluminense, Goiás e Santa Cruz.

O MERCADO

O executivo da License Solutions diz que o mercado de licenciamento entre os clubes ainda não chegou a um nível de grande representatividade. “Hoje, os licenciamentos representam muito pouco do faturamento do clube. E isso é muito diferente quando o assunto é o entretenimento”, comenta de Paula que complementa: “Os estúdios fazem um grande investimento nas marcas, no desenvolvimento de personagens e no engajamento com o público. O futebol, por sua vez, acaba não fazendo, mas fatura por conta da grande paixão do torcedor”, afirma. Os clubes poderiam ganhar muito mais com os licenciamentos, começando pelo controle da pirataria. Levantamento feito pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) aponta que três em cada dez brasileiros reconhecem que compram ou já compraram produtos pirateados.

Ou seja, para evitar a concorrência desleal, os clubes precisam estimular tanto entre as empresas quanto entres os torcedores e simpatizantes o hábito da denúncia da pirataria.

DAQUI PARA FRENTE

Apesar da crise que abala o País, Bruno Koerich de Paula acredita muito no crescimento do mercado de licenciamento no futebol nos próximos anos. “A partir do momento em que existe uma profissionalização da gestão, ou seja, os clubes trabalham como empresas efetivamente, o licenciamento passa a ser entendido como um grande gerador de recurso”, conclui.              


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