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Comércio on-line

Publicado em 10 de Nov de 2014 por Redação |COMENTE

O especialista de novos negócios Gledson Santos fala sobre o comércio on-line



Texto: Gledson Santos | Foto: Divulgação | Adaptação Web Sara Loup

Gledson Santos | Foto: Divulgação

 

A tecnologia se desenvolve rapidamente e investir em equipamentos hoje, corre-se também o risco de ter equipamentos obsoletos amanhã. A história do maior varejista on-line do planeta: a livraria virtual Amazon.com tem algumas histórias a ensinar para quem já tem comércio eletrônico ou ainda pensa em vender alguma coisa pela internet. A primeira é que o tamanho dessa nuvem chamada de internet pode ser do tamanho que você pensa alcançar. Quando foi lançada, em 1995, o site Amazon.com, nome que em inglês remete a grandiosidade do maior rio do mundo, o Amazonas, Jeff Bezos, seu fundador jogou fora as referências que apontavam que uma boa livraria deveria ser aberta com pelo menos 300 mil títulos.

A Amazon iniciou com mais de 1 milhão de títulos nas prateleiras. A ideia era simples, não eram todos os americanos que tinham livrarias em suas cidades, assim como não eram todas as livrarias que possuíam os livros que eram procurados. A associação com um dos maiores distribuidores de livros na época, a Ingram, permitia uma parceria que atendesse logisticamente as entregas de todas as vendas on-line.

Já no final de 1996 seus livros eram entregues para todos os Estados Unidos e mais 45 países. Com a bolha da internet e a possibilidade de qualquer pessoa abrir um site de vendas com pouco dinheiro, a Amazon teve de diversificar e começou a vender CDs, DVDs e hoje vende até celulares e artigos esportivos. Essa primeira lição mostra que a abrangência da internet é global sim, mas entender o que o consumidor quer e ter logística ou parceria para que seus produtos cheguem é essencial.

Suas prateleiras virtuais podem ser do tamanho dos seus sonhos, desde que eles nãovirem um pesadelo para o consumidor final. A segunda lição é aprender com os erros e se reinventar a cada necessidade. Após ter seu site praticamente parado em um Black Friday devido a imensa quantidade de acessos, a Amazon investiu alto em servidores e equipamentos de segurança que prometessem milhões de acessos simultâneos sem paralisação ou queda.

Esse alto investimento teve um ponto bom e outro ruim. O bom é que seu site era funcional e não paralisou mais, mesmo com o alto tráfego.O ponto ruim é que em 90% do ano quase todos os equipamentos ficavam ociosos pela volta a normalidade do número de acessos.O que fazer com esse mico? É aí que entra uma vantagem para quem quer se aventurar nesse mundo de e-commerce agora, pois, aprender com o erro dos outros é mais fácil e dói menos no bolso.

A Amazon entrou para o ramo de cloud computing e hoje aluga espaços virtuais totalmente seguros e redundantes para empresas de comércio eletrônico ao redor do mundo. Todo aquele investimento em servidores que tornam o site acessível durante qualquer pico de acesso e ficava ocioso a maior parte do tempo, agora serve durante o ano todo para dar acesso também a outras empresas.

Uma empresa que esta à frente do seu tempo e hoje proporciona aos novos aventureiros das vendas on-line a possibilidade de nãoser necessário, sequer, comprar diretamente esses equipamentos para suportar o tráfego de seus consumidores, mas fornecê-los comoo chamado Software as a Service (SaaS).

Atualmente uma empresa de e-commerce pode ter seus serviços na nuvem, como cloud computing e pagando mensalmente somente pelo que usar naquele período, sem surpresas de períodos de alto tráfego, pois quanto maior é a demanda, mais espaço de processamento pode ser adquirido, assim como segurança e armazenamento. Junto com empresas como Telefônica, HP,IBM e Dell, a Amazon também é hoje um dos principais provedores de serviços de cloud computing no mundo, tornando mais fácil e inibindo erros de quem já passou por alguns sustos.

 

Gledson Santos é engenheiro, Gerente de Negócios na Telefônica | Vivo e Especialista em TI e Telecomunicações.


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